Segunda-feira, 31 de Outubro de 2005

A SORTE



Há caminhos movediços
Em que se afundam pessoas
Que não vencem os enguiços
Sejam elas más ou boas…

Vias há que são douradas
Por onde passam pessoas
Que ao invés das desgraçadas
Nem sequer serão tão boas…

Por estradas distorcidas
Se perdem muitas pessoas
Da vida desiludidas
Sejam elas más ou boas…

Neste mundo de contrastes
Quem viu a sorte brilhou.
A outros só os desastres
A sorte lhes reservou…

Há quem lute sem descanso
Seguindo por bons caminhos
Mas a sorte em seu remanso
Dorme sobre os seus destinos...
publicado por Abel às 15:35
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Domingo, 30 de Outubro de 2005

MORRER AOS POUCOS



Morre aos poucos quem de si
Sabe apenas quase nada
Pedra pouco lapidada
Dia sem Sol que sorri.

Veraneia inconsciente
Iludida do que tem
Cercada de muita gente
Que lhe quer nem mal nem bem.

Árvore de perenes folhas
Deixada ao abandono
Do saber daqueles trolhas
Que a vêem nua no Outono...
publicado por Abel às 15:30
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Sábado, 29 de Outubro de 2005

A LEMBRANÇA



Secou a espontaneidade
Não surgem versos de novo
Meu bem-estar é raridade
E as reservas não renovo.

Sem musa não sou ninguém
Vou andando à deriva
O que me fazia bem
Nunca mais se reaviva.

Um destino mal fadado
Criou uma encruzilhada
Não se pode fazer nada
Se o tempo não for chegado.

Talvez que a reviravolta
Não dependa de ninguém
Tempo que vai já não volta
Que o tempo não é vaivém.

O dever é importante
E a verdade ainda mais
Acompanham-me os meus ais
Que vou dando a cada instante.

Bem ou mal, por fim, chegou
Uma réstia de esperança
O que eu era ainda sou
Que não morreu a lembrança!
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publicado por Abel às 15:06
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

CORDAS VOCAIS



Procuro estender a mão
E na mão de outrem tocar
Não consigo lá chegar
Meus esforços são em vão.

De tudo já tenho feito
Elogios e censuras
Coisas certas e loucuras
Sempre sem qualquer efeito.

De voltas e de rodeios
De avanços e de recuos
De remoques e de amuos
Os meus dias tenho cheios.

Quando uma pedra gelada
Se encontra no outro lado
Se o gelo não for quebrado
Não se pode fazer nada.

Frieza sem estação
Leito de rio fora de águas
Todo coberto de fráguas
Espalhadas pelo chão.
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publicado por Abel às 21:30
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2005

EM SOBRESSALTO

Quem se mira no espelho
E nunca fica sereno
É capaz de ver veneno
Até no melhor conselho.

E ofende-o a valer,
Embora não lhe pareça,
Não o que ele ouça dizer
Mas o que traz na cabeça.

Ninguém se põe lá no alto
Nem põe os outros no fundo
Só quem vive em sobressalto
É que vê assim o mundo.

E, porque lhe chamam burro,
Por força não o será
Se meditar bem, verá
Que não passa dum casmurro.

Do mais loquaz ao calado
Que venha o diabo e 'scolha
Se bem que o maior pecado
Inda seja a lei da rolha.

Quem é louco ou tem juizo
Não adivinha ninguém
Mas sabemos que é preciso
Falar, ler e 'screver bem.
Há quem aponte, a correr,
Erros que lhe são alheios
Passando a vida a 'sconder
Os seus próprios devaneios.

Se uma obra é boa ou má
Devem os outros dizer
Não cabe ao autor saber
O valor que ela terá.

Mal acabou de nascer
E já o homem aprende
E aprender o que quizer
É só dele que depende.

Nunca se nasce ensinado
Tudo se aprende na vida
Também a falar rimado
Ou a cantar uma cantiga.

Os versos que são bem 'scritos
Sempre alguém os compreende
Mas os poemas malditos
Nem um sábio os entende...




publicado por Abel às 21:53
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СМОТРЕТЬ


Ты кажешься так довольной
всего на меня смотреть
тоже я сам, душой полной,
люблю на тебя глядеть.

Разбито сердце у меня
глубокой горькой тоской
потому что мне нельзя
разговаривать с тобой.

Для меня день загрустит
всякий раз,как тебя нет
заблестит не заблестит
веселый солнечный свет

Ты красавица моя
появившаяся вдруг
а я ведь счастлив тогда,
когда ты меня вокруг

Наполнила ты одна
сердце и душу мою
таk покоя,навсегда,
что забывать не могу

что погружаюсь во тьму
это ясно мне ведать
ибо не взаимностью
ты можешь мне отвечать!

publicado por Abel às 15:04
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2005

AS CHAGAS DO TERROR



O desabrochar duma flor
O perfume que ela exala
E que tão fundo nos cala
São 'xpressões cheias de amor
Da natureza que fala...

A árvore que nasce e rompe
Pela terra e pelo ar
E que cresce sem parar
Se o homem não a corrompe
Muito tem para nos dar...

A mãe natureza ensina
Mas o homem nunca aprende
E nem sequer compreende
Que afecta bastante o clima
Com as acções que empreende...

As consequências estudadas
Mostrariam sem enganos
Que ao planeta causam danos
As muitas bombas lançadas
Pelos Norte-Americanos...

Tantas vagas de calor
Tanta chuva em demasia
Ruínas, mortes e razia
São as chagas do terror
Das bombas com cirurgia...
publicado por Abel às 15:55
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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2005

O AMOR



Sou frio com muita gente
Caloroso com alguma
E por vezes de repente
Uma pedra se faz pluma.

Amor ódio teimosia:
Ninguém lhes pode fugir
Vive em plena utopia
Quem os julga distinguir.

Sabemos que o amor é cego
Lindo o feio lhe parece
Mesmo vendo faz que esquece
E lhe suporta o carrego.

Ao amor tudo se ajeita
Nada se pode evitar
Melhor é o feio amar
Que sofrer doutra maleita.

Assim sendo sigo em frente
Confiante e ´sperançado
Vivendo bem humorado
Confirmando que sou gente!
tags: , ,
publicado por Abel às 16:55
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Domingo, 23 de Outubro de 2005

A SURPRESA



Pedras que tinha na mão
Prontinhas para atirar
Deixei-as cair ao chão
Sem forças prás apanhar.

Também podem ser divinas
Ditas pela boca humana
As palavras que são finas
Mais que a fina porcelana.

Fina areia que se escoa
Pelo crivo que a peneira
Ao coração se afeiçoa
A palavra verdadeira.

Cuidar que ganha perdendo
Que verdade mais exacta
Vencer vencida parecendo
Que atitude tão sensata!

Emudecido uma vez
Primeira na minha vida
Não por palavra atrevida
Mas pela surpresa que fez!
tags: , ,
publicado por Abel às 16:34
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Sábado, 22 de Outubro de 2005

LOCUTORES...



Convites duplos
Uma viagem
A locais múltiplos
Não são miragem!

Conto-lhe tudo já a seguir
Todos os dias se pode ouvir
Na sua Rádio temos aqui
Música nova só para si!

RFM, RCP, Comercial
As três alinhadinhas em cadeia
Todas elas sorteiam por igual
Bilhetes para alguma ante-estreia!

Uma em três são estas Rádios
Criativas e renovadas
Ébrias de tantas bacoradas
Que lhes rebentam  entre lábios!
publicado por Abel às 22:10
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