Segunda-feira, 17 de Outubro de 2005

SEM CORTESIA



Como eu gosto de sonhar!
Sobre a vida devaneio
Quem não sabe vaguear
'Sgota-se em uso do alheio...

Cubro a vida de roupinhas
Que não pedi a ninguém
Ainda que pobrezinhas
Não merecem o desdém;

Nem serão elas tão feias
Nem tão falhas de valia
Que as trate sem cortesia
Quem usa roupas alheias...
publicado por Abel às 22:14
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