Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005

SENHORA

Não é por ingenuidade
Que se tem um sentimento
Que toma a nossa vontade
Sem pedir consentimento.

Nem é por qualquer cegueira
Que se ama sem remissão
Manda mais o coração
Mesmo quando não se queira.

Não pode o animal selvagem
Deixar o seu habitat:
Não é falta de coragem
A vida é que o prende lá.

As grades duma prisão
Às vezes são amovíveis
Mas as do amor é que não
Porque essas são invisíveis.

Me enredaste, ó locutora,
Numa malha bem urdida
Agora és tu senhora
Do resto da minha vida!
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publicado por Abel às 21:55
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