Quarta-feira, 2 de Novembro de 2005

A SEARA

seara.jpg

A cegueira é sempre feia
Se voluntária pior
Mete foice em seara alheia
Quem anda a morrer de amor!

Um amor desiludido
Que no peito se revolta
Recua mas logo volta
Cada vez mais atrevido!

Arremete contra a mesma
Endurecida parede
Onde o prende um aventesma
Bem preso na sua rede!

Eu não vejo tu não vês
Andamos a cirandar
Nunca chega a nossa vez
De amar só quem nos amar!

Por ora não renuncio
A dar vida a este amor
Que trago em mim cheio de brio
Por obra e graça do Senhor!

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publicado por Abel às 15:45
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