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Dialogo A Uma Só Voz

Versos de amor, de crítica, de meditação e de sensualidade ao sabor da rima e da métrica...

Dialogo A Uma Só Voz

Versos de amor, de crítica, de meditação e de sensualidade ao sabor da rima e da métrica...

19 Mar, 2006

AS HORAS

Não meia hora seguida Nem uma duas nem três São quatro só duma vez São quatro horas de vida! São horas horizontais Cruzadas no azul do Céu Que brilham cada vez mais Neste amor que Deus me deu! Um amor que em cada dia Segue ao longo duma 'strada Para levar alegria Aos olhos da minha amada! Não são a luz dos meus olhos Que até hoje não os vi Nem sei se por mor de mim Hão-de vencer os (...)
03 Mar, 2006

A CHUVA

Os aguaceiros vão e vêm Deixando a terra molhada, Molham-se os pés da minha amada Quando à chuva se mantêm! Quando cai uma chuvinha Ficamos nós sob os toldos Que esta chuva miudinha É chuva que molha tolos! Chove, chove, galinha a nove, Chove, chove sobre a terra Que o meu amor não se aterra Nem a chuva me demove! De manhã, de manhãzinha, Com a terra inda molhada Eu espero que à tardinha Não caia qualquer chuvada! Ainda que passageiro Que não caia, por favor Nenhum feroz (...)
03 Fev, 2006

AVISO

Será isto algum aviso De castigo prometido? De castigos não preciso Porque já fui bem servido! As dores que Deus me deu São dores que já sofri quando esperava por ti como quem aguarda o Céu! O Céu que nunca se abriu Para entrar o meu amor Meu coraçao se partiu, Sofrendo de imensa dor! Mais dores para mim não Bastam as que padeci Ninguém morre de paixão Só por isso não morri!
28 Dez, 2005

AS CRUZES

De tanto tanto crescer Já deves ser bem crescida Eu daria a minha vida Pra te medir a valer: De medida em medida Tudo pode acontecer Entre o homem e a mulher Na subida e na descida! Mas não penses mal de mim Se te falo ao coração E se me disseres não Então será mesmo o fim... Desses olhos teus a cor Quando poderei eu ver? Não posso mais esconder O desejo deste amor... Dá-me algum sinal e eu corro Dá-me um sinal bem depressa De contrário ainda morro Sem que algo nos aconteça... (...)
O cabaz de que falei Não era não de Natal É um poço em que deitei As sementes do meu mal. Mal de amor desprotegido Que tudo dá ser saber Se será correspondido Hoje ou num dia qualquer. Nesse poço muita água Eu preciso de tirar Pra irrigar uma mágoa Que me anda a fazer chorar. As lágrimas que no rosto Muitas vezes vão correndo São elas que vão dizendo O quanto de ti eu gosto! Fosse eu um dia maior Do que todo o mundo inteiro Mesmo assim o meu amor Por ti seria o primeiro!  
12 Dez, 2005

POMBA BRANCA

Pomba branca , ó minha pomba, Que me trazes tanta paz Dentro de mim mais se alonga O calor que tu me dás! O teu arrolhar tão lindo Me leva a porto seguro Quanto mais te vou ouvindo Menos vivo no escuro! Uma palavra tão boa Cada dia tu me trazes Quando o teu arrolho voa Batendo as asas nos ares! Uma pomba assim tão branca É um manto de frescura Que cobre a terra mais dura E a torna um pouco mais branda! Vou estender a minha mão E acariciar esta pomba Que me entrou no coração Qua (...)
02 Dez, 2005

A TUA PRESENÇA

Nas noites de lua cheia Em que brilham as estrelas Quem me dera poder vê-las Uma noite noite e meia. Nos dias de soalheira Em que brilha mais o mar Quem me dera a mim lá estar A manhã e a tarde inteira. Nos dias de chuva intensa Que ressalta na vidraça Eu bendigo a boa graça De ter a tua presença. Nos dias em que cai neve E tudo em mim arrefece O calor de ti me aquece E torna o frio mais leve. (...)
28 Nov, 2005

SEM EMBARAÇO

Pudesse eu sem embaraço Levar a sentir o Céu O teu corpo num abraço Todo envolvido no meu. Levar-te-ia, ó pomba branca, A te sentir lá no Céu Encostando a minha anca À anca do corpo teu. Imbuídos num mistério Sempre novo a descobrir Dar-nos-ia refrigério O deixar-nos esvair. Plo amor arrebatados Que nunca pela razão Nossos corpos enlaçados Dariam um corpo são! O calor da minha fonte Acenderia, ó minha amada, As cores do horizonte Na penumbra da madrugada!
É tão fundo o teu cabaz Que nunca mais fica cheio Nem nunca mais se desfaz Esse teu eterno enleio... Qualquer desvio que seja Perturba a tua cabeça Sem que o que faço mereça Uma atenção que se veja... Penar penando na vida Andei eu a vida inteira Agora já na descida Esta vez é derradeira! Olha bem para que vejas O que fará mais sentido Se um amor meio entretido Se uma entrega ao que desejas... Refrear no coração O desejo de viver Será viver sem saber Dar à vida uma razão!
16 Nov, 2005

A CARTA

Uma mensagem que é carta Com tanta pontualidade É de amor que não se farta E vence a contrariedade. O poeta é um fingidor Como diz certo poeta E ao fingir que sente dor Faz figura de pateta. Quero bradar em voz alta Que as dores tão repetidas São umas dores fingidas Que de amor não tenho falta. Minha ansiedade em enviar Sinto-a eu no receber Que me diz 'sperar 'sperar Que eu volte sempre a 'screver. Como te amo, ó meu amor, Digo sem falsa roupagem E se um dia assim não for (...)