Domingo, 26 de Fevereiro de 2006

JUÍZES E ADVOGADOS

juigados.jpg

Juizes e advogados
São gente da mesma igualha
Muito bem apalavrados
Contra eles Deus nos valha.

Caiste nas suas malhas
Delas não podes fugir
Tu ficas sem umas massas
E a dama fica-se a rir.

Não te metas em loucuras
Que podes te arrepender
Contra essas criaturas
Tu ficas sempre a perder.

Paga,paga e não bufes
Não penses mais na tragédia
Deixa-te mas é de arrufes
E faz dela uma comédia.

abel
publicado por Abel às 17:20
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006

UM CRIME QUE NÃO SE VÊ

umcrimenaoseve.jpg

Não se pode falar comigo
Não se sabe lá bem porquê
Deve ser um qualquer castigo
Por um crime que não se vê.

Argumento com correcção
Em discurso bem razoável
Isso só é desagradável
Pra quem tem pouca formação.

Não te afastes ,ó criatura,
Dos que sejam mais instruídos
Porque os povos são oprimidos
Quando não há muita cultura.

Não te iludas que o inimigo
Não é doutrem a erudição
Plo contrário vive contigo
E se chama pouca instrução!

Abel
publicado por Abel às 15:10
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

MENSAGEM POR "E-MAIL"



Pouco ou nada sei de burros
Inda menos de elefantes,
Porém, sei que são casmurros
Os eternos mal falantes.

Ó meu caro Joaquim Canas!
Não me venha com mais lérias,
Pra mim, as suas "bácterias"
Existem mas é o tanas!

Bactérias com "a" aberto
Está errado, já se vê,
O ler será sempre incerto
Pra quem não sabe o que lê...

O manguito foi citado
Um pouco cedo de mais
Pois devia ser mostrado
Às "báctérias" anormais...

Quiçá não fique engasgado
Com esta pequena espiga,
Lapso muito aligeirado
Pra minha tão grande intriga!

Ao Celestino, com estima,
Diga, se não se importar:
-Diz-se chegar lá acima
E não lá "em cima" chegar...

A inversão é só pra rimar!

Ao ecóico Júlio Heitor
Diga,com todo o respeito,
Que o purismo é um defeito
Dos que falam sem rigor...
publicado por Abel às 15:43
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006

A CRIAÇÃO



Era o dia vinte e nove,
De Agosto, dois mil e quatro,
Pouco antes das quinze e trinta
Bem depois das quinze e um quarto...

De acordo com o que ouvi
Aqui vão estas palavras
Com modéstia as escrevi
Ainda que sejam bravas.

Com "e" aberto a "quérmesse"
Dum certo senhor sisudo
Quer meças com a quermesse
Proferida com "e" mudo!

Os discípulos de Cristo
Na boca de certos padres
Fazem figura algo triste
De tão mal pronunciados!

Em missa pla Televisão
Certo padre celebrante
Ofereceu a "óbláção"
Com pronúncia arrepiante!

Ouvi com admiração,
Na RFM, afirmar
Que o homem chegou a andar
Com as mãos postas no chão!

Concordo com esta dica
Que nada tem de cretina,
Mas, então, como se explica
A semelhança divina?!
publicado por Abel às 16:56
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

OS ENGANADOS

barco.jpg






Diz-me lá, ó pescador,
Donde te vem o entender
Se é do mar ou do labor
Eu gostava de saber.

Nem te parece que eu leio
Pois não sei ajuizar
Donde me vem o enleio
Diz-me lá ,homem do mar!

Do mundo socialista
Aquela gente instruída
Dizes que foi iludida
Pla campanha imperialista!!!

Tanta gente de instrução
Que se deixou enganar
Se isso não é presunção
Diz-me lá,homem do mar!

É nossa cabeça um feixe?
Somos duros de pensar?
Vê lá bem,homem do mar,
Não morras tu como o peixe...

Pretender que só os outros
Se deixam sempre enganar
É ou não próprio dos loucos?
Diz-me lá ,homem do mar!

Não é um homem do mar
Apenas tem um barquito
Com que às vezes vai pescar
Daí provém este dito...
publicado por Abel às 21:57
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2005

OS VIDROS DO MEU TELHADO

telhado.jpg

Os vidros do meu telhado
já estão todos partidos
não vivo preocupado
que os tempos vão ressequidos.

Ao vidro do teu espelho
meio a meio quebrado
deves pedir o conselho
de qual seja o melhor lado.

Às vezes a mula russa
ludibria o sabichão
que enfia a carapuça
julgando sempre que não!

publicado por Abel às 22:10
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005

VERDE NO ESTIO

floresta.jpg





Das coníferas a ramagem
verdeja em anos a fio,
verde a caduca na estiagem
só seca após o estio...

Ao longo do litoral
manso ou negro o pinheiro
de sua cor natural
veste verde o ano inteiro...

Não faz sentido, ó criatura!
Dizer que seca no Verão
a flora plena de verdura,
lançando assim a confusão!

"Tudo o que for verde seca
Vindo o rigor do Verão.
Tudo no mundo se acaba,
Só a graça de Deus não!"
publicado por Abel às 17:49
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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2005

OS CAMELOS

camelo.jpg

 

Não é novo de verdade
Nem mais do que uma tolice
Dizer como novidade
O que antes alguém já disse!

No meu quarto de dormir
Pintalgado de amarelo
Vejo a sombra dum camelo
Que me parece a sorrir.

São sobras dum pesadelo
Que me vem tomando à meses
Em que aparece um camelo
A maior parte das vezes.

Advirá esta chatice
Das muitas cousas que eu ouço
Tão cheias de camelice
Que esquecê-las já nem posso?

Camelos livres de bossa
Aos olhos despercebidos
Ficam presos nos ouvidos
Que não são de casca grossa.

Nas imensas atmosferas
Do pensamento profundo
Se esboroam as quimeras
Dos camelos deste mundo!

publicado por Abel às 21:32
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2005

PANO DE QUALIDADE

burro.jpg

Do esforço à realidade
Da convicção ao efeito
Vão duas imensidades
Maiores que qualquer sujeito.

Qualidades almejadas
São presas do julgamento
Cinzas jogadas ao vento
De pretenções mal pensadas.

O equilíbrio rejubila
Nas pessoas prevenidas
Contra à queda que aniquila
Das alturas desmedidas.

Além das nuvens sabidas
E de vento forte em rajadas
Também podem trovoadas
Ocorrer nas nossas vidas...

Na interactividade
Desta era em que vivemos
Falar com a vacuidade
Deixa marca de somenos

Usa no campo uma albarda
A burra que na cidade
No corpo traz uma farda
De pano de qualidade!            

publicado por Abel às 15:21
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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2005

ÀS AVESSAS

ceuazul.jpg

Viver a vida às avessas
Que coisa mais lastimável
E que obscuras as promessas
De atitude tão instável!

E becos são os caminhos
De choros dos desgraçados
Sorrisos abençoados
São os dos mais pequeninos.

Fútil uma tempestade
Em água que se bebeu
Se estragou e se perdeu
Na vil insalubridade...

Se de si sabe cuidar
De amanhã o próprio dia
Para quê a fantasia
De nos auto-flagelar?

Se alguém os olhos erguer
Procurando Deus no Céu
Nunca se chega a perder
No caminho que escolheu.

publicado por Abel às 21:25
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