Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

O LUNÁTICO

metrica.jpg

Não quero falar de versos
Isso já passou à história
Assuntos muito complexos
Não são prá minha memória...

Não quero saber da métrica
Dá-me cabo do juízo
Pra cantar minha poética
Da métrica não preciso...

Meus versos são geniais
Posso dizer em voz alta
As regras gramaticais
Não me fazem qualquer falta...

Não são alucinações
Isto não é fantasia
Nem sequer uma mania
Componho e canto canções...

Se os autores mais famosos,
Pla métrica subjugados,
Fossem como eu engenhosos
Mandavam-na prós diabos...

publicado por Abel às 15:22
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006

TANTAS BANDEIRAS!

golos.jpg

Tantas, tantas, as bandeiras
E tão poucos são os golos
Pelas maiores peneiras
Passam os que são mais tolos!

Os helenos são tão altos
Que saltam lá nas alturas
Com tão altas criaturas
Só tivemos sobressaltos!

Eles acreditam
Eles têm de acreditar
Eles acreditam
Nas bandeiras a voar

Eles acreditam
Eles têm de acreditar
Se põem os pés no chão
Deixam logo de sonhar...

Depois dos gregos jogaram
E quatro vezes ganharam
Os valentes portugueses
Antes dos gregos venceram
E muito bem mereceram
Os checos por quatro vezes!!!

publicado por Abel às 18:45
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006

O TELEMÓVEL

telemovel.jpg

O telemóvel, olha, olha,
Recebi uma chamada
Esta rápida recolha
Não me custou mesmo nada!

Estava aqui na algibeira
Esta geringonça
Briquedo adulto
De criança!

Braço dobrado
Mão na orelha
Lá vai extasiado
O autómato aselha!

publicado por Abel às 15:18
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2005

AS APARÊNCIAS

programa.jpg

A pessoa que aparece
Num pobre e triste programa
Morre por uma aparência...
Será que não enlouquece
Quem esquece onde aparece
E burro a si mesmo chama
Quando cheio de premência
Das aparências reclama?

publicado por Abel às 15:43
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2005

O JORNALEIRO

pavao.jpg

Se aproxima esvoaçando
Um pavão aperaltado
Que somente me vê quando
Já estou olhando pró lado.

No meu campo de visão
Quem entra vejo eu primeiro
Inda mais um jornaleiro
Que já me apertou a mão!

Um jornaleiro atrevido
Que à face dum seu leitor
Se encolhe e foge escondido
Como que dum malfeitor!

Ao longe um príncipe encantado
Enfarpelado a rigor
Ao perto um mal encarado
Que às roupas tira o fulgor!!!

publicado por Abel às 16:11
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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2005

A BIBLIOTECA

biblioteca.jpg

Na "NET" fiz meus preparos
Pra conseguir o que queria
Porém, surgiram reparos
Cheios de vil ousadia.

Nesta vossa biblioteca
Plo que posso perceber
Faz figura de pateta
Quem quer e sabe aprender.

Afinal sou um "poeta"
Que só quer passar a limpo
Nesta vossa biblioteca
Os versos que faço e sinto:

Oh no! Neither "Word" Nor "Excel"
Are available Nowadays
But you just may, mister Abel,
Enjoy the "NET" in many ways...

You're indeed very kind
As well as quite full of touch
But I'm not out of my mind
Anyway thank you very much.

Your bitter-sweet refuse
Forced me to be glad
I mostly myself amuse
In the "NET" jut like you said...

publicado por Abel às 21:48
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A ESPERTEZA

lebre.jpgtartaruga.jpg

Burro que da pele faz uso
Afasta-se da tolice
O que veste a pele do urso
É mais burro que a burrice.

A ´sperteza é uma lebre
A tartaruga -- a inteligência
Só age de ânimo leve
Quem se nega à evidência.

Proceder de modo igual
Em diversa circunstância
Não só desafia o mal
Como é prova de ignorância...

 

publicado por Abel às 14:42
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Domingo, 30 de Outubro de 2005

MORRER AOS POUCOS



Morre aos poucos quem de si
Sabe apenas quase nada
Pedra pouco lapidada
Dia sem Sol que sorri.

Veraneia inconsciente
Iludida do que tem
Cercada de muita gente
Que lhe quer nem mal nem bem.

Árvore de perenes folhas
Deixada ao abandono
Do saber daqueles trolhas
Que a vêem nua no Outono...
publicado por Abel às 15:30
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2005

EM SOBRESSALTO

Quem se mira no espelho
E nunca fica sereno
É capaz de ver veneno
Até no melhor conselho.

E ofende-o a valer,
Embora não lhe pareça,
Não o que ele ouça dizer
Mas o que traz na cabeça.

Ninguém se põe lá no alto
Nem põe os outros no fundo
Só quem vive em sobressalto
É que vê assim o mundo.

E, porque lhe chamam burro,
Por força não o será
Se meditar bem, verá
Que não passa dum casmurro.

Do mais loquaz ao calado
Que venha o diabo e 'scolha
Se bem que o maior pecado
Inda seja a lei da rolha.

Quem é louco ou tem juizo
Não adivinha ninguém
Mas sabemos que é preciso
Falar, ler e 'screver bem.
Há quem aponte, a correr,
Erros que lhe são alheios
Passando a vida a 'sconder
Os seus próprios devaneios.

Se uma obra é boa ou má
Devem os outros dizer
Não cabe ao autor saber
O valor que ela terá.

Mal acabou de nascer
E já o homem aprende
E aprender o que quizer
É só dele que depende.

Nunca se nasce ensinado
Tudo se aprende na vida
Também a falar rimado
Ou a cantar uma cantiga.

Os versos que são bem 'scritos
Sempre alguém os compreende
Mas os poemas malditos
Nem um sábio os entende...




publicado por Abel às 21:53
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2005

AS CHAGAS DO TERROR



O desabrochar duma flor
O perfume que ela exala
E que tão fundo nos cala
São 'xpressões cheias de amor
Da natureza que fala...

A árvore que nasce e rompe
Pela terra e pelo ar
E que cresce sem parar
Se o homem não a corrompe
Muito tem para nos dar...

A mãe natureza ensina
Mas o homem nunca aprende
E nem sequer compreende
Que afecta bastante o clima
Com as acções que empreende...

As consequências estudadas
Mostrariam sem enganos
Que ao planeta causam danos
As muitas bombas lançadas
Pelos Norte-Americanos...

Tantas vagas de calor
Tanta chuva em demasia
Ruínas, mortes e razia
São as chagas do terror
Das bombas com cirurgia...
publicado por Abel às 15:55
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