Quarta-feira, 17 de Maio de 2006

AOS QUE VÊM LÁ DO LESTE



Aos que vêm lá do leste
E são também europeus
Arranjar casa que preste
É coisa que brada aos céus!!!

Vivem muitos habitantes
Em precárias condições
Mas só estes imigrantes
Parecem dar ralações!!!

Agora já libertados
Do terrível comunismo
Deve ser só por cinismo
Que vêm  pra estes lados...

Eram uns pobres coitados
Lá na Rússia comunista
Agora mais abastados
Perdem a Rússia de vista...

Mas não queiram rejeitá-los
As pessoas altruistas
Que ajudaram a salvá-los
Das garras dos bolchevistas!!!
publicado por Abel às 17:33
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Sábado, 22 de Outubro de 2005

LOCUTORES...



Convites duplos
Uma viagem
A locais múltiplos
Não são miragem!

Conto-lhe tudo já a seguir
Todos os dias se pode ouvir
Na sua Rádio temos aqui
Música nova só para si!

RFM, RCP, Comercial
As três alinhadinhas em cadeia
Todas elas sorteiam por igual
Bilhetes para alguma ante-estreia!

Uma em três são estas Rádios
Criativas e renovadas
Ébrias de tantas bacoradas
Que lhes rebentam  entre lábios!
publicado por Abel às 22:10
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Terça-feira, 18 de Outubro de 2005

FANTASMAS



Em princípio acredito
Nas pessoas com que lido
Não raro desiludido
Dou o dito por não dito...

Ouço palavras que aludem
A uma coisa qualquer
Mais parecendo que iludem
O que procuram dizer...

Em dúvida mais que em ´sperança
Induzem o meu espírito
No qual algo assaz empírico
Acorda a desconfiança...

O engano mora logo
Ali ao virar da ´squina
Quem depressa se fascina
Mais depressa cai no logro...

Sempre as mesmas como as lesmas
As vias muito discretas
Das mensagens indirectas
Mais não são do que abantesmas!
publicado por Abel às 23:25
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2005

SEM CORTESIA



Como eu gosto de sonhar!
Sobre a vida devaneio
Quem não sabe vaguear
'Sgota-se em uso do alheio...

Cubro a vida de roupinhas
Que não pedi a ninguém
Ainda que pobrezinhas
Não merecem o desdém;

Nem serão elas tão feias
Nem tão falhas de valia
Que as trate sem cortesia
Quem usa roupas alheias...
publicado por Abel às 22:14
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Domingo, 16 de Outubro de 2005

UM ANTI-CRISTO



A torre de solidão
Constrói-a a própria vida
A do egoísmo não!
Essa é por nós construída.

É um veneno não mortal
Mas ainda mais cruel
Que nos corrói dia a dia
Nos injectando o seu fel.
Adivinhaste: a hipocrisia
É o veneno mais cruel!

É uma discriminação
Que não se pode aceitar
Levada a cabo amiúde
Sem ninguém a explicar.
Tens razão: é uma atitude
Que não se pode aceitar!

É um falso pregador
Que anda a pregar a moral
Aos olhos cegos bem visto
Ninguém lhe vê qualquer mal.
Dizes bem: é um anti-cristo
Que anda a pregar a moral!
publicado por Abel às 15:58
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Sábado, 15 de Outubro de 2005

O INDIZÍVEL



Perigos corridos em vão
São os que a vida 'stipule
Sem que haja a nossa intenção
Nem nada que nos 'stimule...

Mas a vida que conduzo
Só não será linear
Se dos perigos abuso
Porque algo quero alcançar...

Ouve-se lê-se não se explica
O poema que alguém criou
Não tem sucesso quem explica
O que o poeta já explicou...

Sem darmos conta nos vence
Qualquer pretexto invisível
Que por vezes nos convence
A dizer o indizível...
publicado por Abel às 19:49
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2005

DE REFLEXIONIBUS



Solenemente proclamo:
Se um dia te puder ver
Não só te direi --- eu te amo
Mas também --- faz-me sofrer...

Não se perdoa o pecado
Da mulher que não pecou
Nem pecará quem deixou
De se sentir obcecado...

Graça divina cimeira
É o amor que prolifera
Numa doce Primavera
Que dura uma vida inteira...

Também é missão divina
Amar e aumentar a prole
Não será digno de estima
Quem o seu dever enrole...

O bem comum desaparece
Se for entregue ao privado
Mas mal gerido plo 'stado
Aos poucos também 'smorece...

Só quem prediz o futuro
Será profeta a valer
Mas será alguém tão puro
Que profeta possa ser?

Mais do que as palavras fúteis
É o silêncio eloquente
Não será homem prudente
Quem diz palavras inúteis...
publicado por Abel às 22:11
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2005

O AVESTRUZ



A bondade em demasia
Às vezes é desdenhada
Porque logra a fantasia
Quem de mal não pensa nada.

O homem bom é uma criança
De inocência sem maldade
Faz o bem sempre na crença
De que o bem deixa saudade.

Talvez que a c'roa de espinhos
Simbolize ela o amor
De quem passou tanta dor
Por mor de homens tão mesquinhos

Que sendo caso de escândalo
Só sabem pedir perdão
Mantendo no peito um vândalo
Em vez dum bom coração...

Quem o Menino Jesus
Recebeu indignamente
E ainda se acha inocente
Faz lembrar o avestruz.
publicado por Abel às 22:21
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2005

MATRECOS



Perdemos a favor de quem ganha
Quem assim fala diz bem
São matrecos os que dizem
Que se perde para alguém...

Os que têm lições de Inglês
Mas falam com sotaque americano
Ou estudam com displicência 
Ou quem ensina ensina por engano!
publicado por Abel às 23:19
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Sábado, 17 de Setembro de 2005

A RÁDIO E A TELEVISÃO



A Rádio e a Televisão
Assemelham-se hoje em dia
A uma sapataria
Onde tocam rabecão...


Em filas, nas suas falas,
'stá quem 'spera a sua vez.
E enchem de carteiras salas
Em bichas de três em três?
publicado por Abel às 16:10
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